A vida inteira...Demora a vida inteira descobrir que não é que seus defeitos sejam intragáveis, é que o momento do outro é um qualquer-momento, em que as qualidade e os defeitos que você realmente tem não fazem a mais tênue diferença. Nem para mais, nem para muito menos, como você pensava.
Demora entender que você é sim "A" mulher, mesmo se perder na luta entre seu orgulho e a aquela certezazinha capenga de que sim, você vai conseguir modificar o jeito meio "galinha" dele.
Tudo demora mais ainda se você nasceu em dia da lua cheia, ao meio dia e seu primeiro sopro da vida veio cheio de impaciência, porque o "dotô" disse que ninguém devia nascer na hora do almoço.
As vezes, chega parecer que até o período de translação da Terra leva mais tempo que o tempo real, e que nenhum tempo é real...exceto o fim dos tempos, aquele tempo de doer coração.
Mas um belo dia...você escuta - sem ter feito n-a-d-a - que você, não só, faz parte dos pensamentos de alguém, como faz parte de todos os momentos, da parte de dentro do corpo... da vida dele.
O detalhe? Vem de quem sempre esteve perto, mas você nunca quis notar, porque ele estava fora dos seus "padrões".
Quando acontecer, você vai temer que aquilo seja verdadeiro, porque a felicidade também assusta e esse é o momento em que você escolhe acreditar ou não, porque mentiras sempre pairam às sombras do Onipotente*.
Mas se você acreditar...esteja certo de que vai achar muito absurdo ter pensado que não era a melhor pessoa do mundo, quando era mesmo a única.
*Ver Salmo 90 ou 91.